Por: SINPROESEMMA
Data de Publicação: 13 de outubro de 2008
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Sinproesemma voltam a cobrar neste 16 de outubro – um dia após o Dia do Professor e 12 dias antes do Dia do Servidor Público – o pagamento do PISO SALARIAL NACIONAL PROFISSIONAL (PSNP).
Quando as pesquisas nacionais mostram que mais de 58 mil adolescentes brasileiros com 14 anos não sabem ler e escrever, essa realidade mostra que a educação tem que ser prioridade no país. Quando os números identificam que cerca de 29 mil jovens são analfabetos, mesmo freqüentando a escola, nossa luta pela implementação do PSPN se faz ainda mais legítima.
A CNTEe o Sinproesemma defendem a educação como direito epor isso se mobilizam pela implantação do piso, que vai beneficiar professores, alunos e suas famílias, uma vez que proporcionará melhores índices de desenvolvimento, com distribuição de renda e valorização dos trabalhadores e, em conseqüência, uma educação de qualidade.
No momento em que a educação está na pauta do dia, precisamos mostrar para a sociedade que é injusta a tentativa de desqualificar o piso salarial nacional e que ele não pode ser ameaçado por governadores que alegam não ter como implementá-lo.
O PSPN representa um passo importante para a categoria e para a melhoria da qualidade do ensino em nosso país. Nossas crianças precisam de educação de qualidade e isso só será possível quando o ensino público tiver profissionais bem remunerados e satisfeitos, trabalhando em escolas bem aparelhadas.
Por isso, neste dia 16 de outubro, os educadores de todo o País participam da Jornada Mundial pelo Trabalho Decente. Descontentes com a profissão, insatisfeitos com os baixos salários e com as jornadas estafantes de trabalho, consideram as salas de aulas ruins e admitem, infelizmente, que os alunos são os maiores prejudicados.
"Desta vez não iremos paralisar as aulas como fizemos em setembro. Nossa programação é uma coletiva de imprensa sobre o Piso e debate nas escolas municipais e estaduais, além de realização de audiências públicas nas Câmaras Municipais", explicou a professora Janice Nery, da diretoria do Sinproesemma.
Desde que foi sancionada pelo presidente Lula, em julho, Estados e municípios dirigidos pelos tucanos e seus aliados, pressionam a União para que altere a lei. Um completo desrespeito aos profissionais da educação.
É o estilo próprio do partido de FHC e João Castelo: tudo para banqueiros e empresários e nada para o social, a educação, a geração de empregos.
Sabemos que o Piso aprovado não é o desejado e pelo qual lutamos. Mas é a base para a valorização dos professores nos estados e municípios, pois ele obriga que haja PCCS (Planos de Cargos, Carreira e Salários) em todos os níveis.
Pois é para defender o “primeiro salário mínimo nacional do professor”, que cobramos dos prefeitos e vereadores eleitos (e aqueles que serão escolhidos no 2° turno) a aplicação do PISO SALARIAL NACIONAL PROFISSIONAL.
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