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Professores participam de oficinas para portadores de deficiência visual

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Data de Publicação: 13 de outubro de 2008

 

O Nordeste é a região que possui os piores índices da educação no Brasil e a inclusão por meio da leitura é pauta constante nas discussões sobre a elevação e a mudança desses números. Focada nessa realidade, a 2ª Feira do Livro de São Luís está oferecendo oficinas de capacitação para os professores da rede pública durante todo o evento, promovido pela Prefeitura por meio da Fundação Municipal de Cultura, que vai até o dia 19, na Praça Maria Aragão.
 
A Oficina “Escrita e Leitura em Braile” contou com a participação de um público de mais de 20 professores, além de especialistas da área de educação especial. O mini-curso tem possibilitado ao público docente a oportunidade de se instrumentalizar com ferramentas necessárias para incluir os deficientes visuais na educação formal.
  
Como oficineiro o jovem instrutor de braile e portador de deficiência visual, Derocy Dias, 20 anos, apresentou aos professores o método de leitura e escrita em braile. No primeiro momento os professores receberam as informações de forma receosa, mas logo se familiarizaram com o reglete e a punção, instrumentos para a escrita e leitura em braile.  
 
“A utilização do sistema é fácil. Hoje já temos uma sistemática de trabalho bem desenvolvida que garante o sucesso no trabalho. A iniciativa de oferecer oficinas como essas é fundamental. Os professores estão cada vez mais buscando informações para saber como devem proceder na sala de aula”, destaca o instrutor.
 
Para Raimunda Borges, especialista em educação especial e coordenadora pedagógica da área de deficiência visual da Secretaria de Estado da Educação (SEEDUC), a participação dos professores é fundamental dentro desse processo de inclusão. A especialista também destacou a facilidade no trabalho proporcionado pelas novas tecnologias, como impressoras, softwares e outros recurso didáticos já desenvolvidos para dar suporte ao trabalho com deficientes visuais.
                         
A pedagoga e especialista em supervisão escolar, Flávia Soraia Mendes, participou da oficina e pretende disseminar o método entre os colegas de trabalho. “Eu atuo em vários municípios do interior do Maranhão e percebo que várias pessoas que têm dificuldades em enxergar querem ler e aprender por isso escolhi a oficina”, ressalta.
 
A Casa do Professor é um espaço voltado para a capacitação do público docente através da oferta de cursos, oficinas e debates. Está localizada no Centro de Formação do Educador – CEFE I/ Rua Rio Branco, nº. 09, Centro.

<b>Fonte</b>: <i>Toni Guimarães, da Assessoria de Comunicação da Feira do Livro</i>
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