Política
Movimentos sociais vão às ruas contra o golpismo e a corrupção
Em reunião realizada ontem, dia 15, em São Paulo, lideranças das entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) decidiram desencadear uma mobilização nacional contra o golpismo e a corrupção, por mudanças na política econômica e por uma reforma política democrática. Entre os presentes estavam o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, o coordenador nacional do MST, Pedro Stédile, o presidente da UNE, Gustavo Petta, o presidente da UBES, Marcelo Gavião e o coordenador nacional da CSC, João Batista Lemos.
O encontro aprovou um calendário de lutas que inclui a divulgação de uma Carta ao Povo e aos Representantes do Governo e do Congresso Nacional, que será aprovada no próximo dia 21 em Brasília e será encaminhada ao presidente Luís Inácio Lula da Silva. No dia 28, haverá um ato político reunindo amplas forças políticas. E no dia 1º de junho, por fim, será realizada uma marcha com mais de 20 mil pessoas em Goiânia, por ocasião do Congresso da UNE.
Em meio a essa situação de crise, “o movimento social tem que intervir ligando a luta contra a corrupção com as mudanças na política econômica e a necessidade de uma reforma política democrática, buscando a recomposição do governo e construindo uma nova maioria política e social. Precisamos articular a defesa do governo Lula com as mudanças necessárias”, afirmou o coordenador nacional da CSC, Batista Lemos.
Para das entidades, as “denúncias” lançadas pelo deputado Roberto Jefferson têm o objetivo de colocar o governo na defensiva, para melhor isolar e derrotar o projeto de mudanças para o qual foi eleito, sendo necessária uma forte unidade entre todos os setores para este enfrentamento. Por isso, exigem "a apuração de todas as denúncias até as últimas conseqüências, envolvendo inclusive o governo FHC, para que a nação tome conhecimento dos negócios ilícitos da privataria ou privatizações tucanas", explica Batista.
A CMS recomenda ao governo Lula dar demonstrações claras de que está "ao lado do povo", e propõe cinco ações nesse sentido: que se realize a reforma ministerial para afastar ministros acusados de corrupção; a democratização da gestão das estatais, colocando membros da sociedade brasileira e dos trabalhadores em todas as empresas do gênero; a defesa das empresas estatais, assumindo o compromisso de não realizar novas privatizações; a suspensão do sétimo leilão do petróleo; abrir negociações com os servidores públicos que estão em greve.