Nossa História é rica em lutas
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Estadual e Municipais do Maranhão (SINPROESEMMA) , filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE) e à Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), representa todos os profissionais da educação pública maranhense. È o sucessor legal e organizativo da Associação dos Professores do Maranhão (APEMA).
Hoje, o SINPROESEMMA é um dos maiores sindicatos do Maranhão. Está organizado em mais de 150 municípios e possui 21 mil filiados. Sua base reúne mais de 100 mil trabalhadores. Sua trajetória de construção é longa. Passou por diversas etapas. Houve momentos de luta e de imobilismo. De altos e baixos.
Na segunda metade da década de 70, os professores da rede pública se organizavam na Associação dos Professores do Maranhão (APEMA). A Ditadura Militar, vigente à época, temendo a organização do povo, restringia a liberdade e proibia a organização sindical de servidores públicos.
A APEMA, fundada no dia 29 de junho de 1976 preocupava-se então, exclusivamente, em cuidar da assistência social aos professores. A primeira diretoria, provisória, foi eleita por aclamação.
A conjuntura política, no entanto, mudava. No final da década de 70, o início da abertura política era o sinal de declínio do poder dos generais. Era a época oportuna para a organização e mobilização dos trabalhadores. Em todo o país, eclodiram greves – principalmente no ABC paulista.
A campanha das Diretas Já e a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1984, puseram fim ao regime militar. A transição democrática culminou com a promulgação de uma nova Constituição Federal, em 1988, elaborada após meses de debate.
Entre outras conquistas, a Constituição de 1988, garantiu aos servidores públicos o direito à greve e à organização em sindicato.
Logo após a promulgação da Constituição Federal, os profissionais da Educação, até então organizados em associativa, decidem em Assembléia Geral realizada em 25 de janeiro de 1989, transformar a APEMA no Sindicato dos Professores Públicos, Especialistas em Educação Pública e Servidores Públicos da Educação Estadual e Municipais do Ensino de 1º e 2º graus do Estado do Maranhão (SINPROESEMMA). “A idéia era dá mais força e poderes para a entidade defender nossa categoria”, lembra a professora aposentada Isméria Marques da Silva.
Novos rumos Mas durante quase uma década, o SINPROESEMMA ficou paralisado, sem uma política sindical avançada, unitária, democrática e de luta. Sua prática era de conciliação com os governos.
Em 1988, a situação começa a mudar com a entrada da Corrente Sindical Classista (CSC) na diretoria do Sindicato. O SINPROESEMMA filia-se à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e se insere na agenda nacional de lutas da CNTE.
No entanto, uma parte da diretoria, ligada à professora Lucimá Góes, tudo fazia para manter o SINPROESEMMA com as velhas práticas da conciliação, centralização de decisões, nepotismo e malversação dos recursos da categoria.
O rompimento com o passado aconteceu em 2002, quando após vários meses de lutas judiciais, assembléias da categoria e manifestações públicas, a ex-presidente Lucimá Góes foi expulsa da entidade. Assim, o SINPROESEMMA ganhou um jeito novo de lutar. Ainda em 2002, aconteceu a primeira Campanha Salarial.


