O SINPROESEMMA realizou nesta sexta-feira (03), pela manhã, uma caminhada pelas ruas do centro de São Luís, saindo da
biblioteca pública Benedito Leite (Praça Deodoro), encerrando-se no Palácio dos Leões, na Praça Pedro II. Com a iniciativa, a categoria cumpriu com a agenda prevista para o período de paralisação por 144 horas determinada em assembléias e iniciada no início desta semana passada.
Durante uma hora de caminhada, os educadores puderam falar de sua indignação por meio de palavras de ordem, apitaços e aplausos
àqueles representantes de vários pontos do Maranhão que se manifestaram-se por meio de discursos acalorados, antes, durante e no final do ato.
Denúncia
Ainda na Praça, a diretora geral do SINPROESEMMA, Janice Nery, denunciou as ameaças que vem sofrendo os recém-contratados e concursados, por setores do governo do estado. Ela
explicou que o profissional em estado probatório pode sim, lutar pelos seus direitos e que as ameaças só servem para incentivar os trabalhadores ainda mais a lutar pelos seus direitos.
“Queremos um Estatuto avançado, queremos ascensão na carreira. E o sindicato entende que este é o momento para ir às ruas e lutar pela melhoria de todos”, disse Janice.
Além da revelação da secretária geral da entidade, os participantes da manifestação fizeram-se ouvir pela falta de estrutura nas
escolas na capital e no interior do estado, bem como a falta de professores em diversas disciplinas, em especial Química e Matemática. Além disso, foi citado ainda a não aplicação do piso salarial nacional nos variados municípios maranhenses.
Péssimas condições
Este foi o caso da professora Edna Teixeira, de Itapecuru-Mirim. Ela falou da falta de professor nas escolas, das péssimas condições de trabalho e do desrespeito para com o educador. “Nós paramos nossas atividades desde o dia 30 de agosto”, assegurou. “E mesmo não estando um número grande de educadores nesta manifestação, mas, os que estão aqui, são suficientes para fazer valer o nosso grito pela valorização do nosso trabalho”, bradou convicta, a educadora.
A ação política dos trabalhadores ocorreu de forma bastante democrática. O exemplo disso foi a participação mais uma vez, de
estudantes da União Nacional dos Estudantes, (UNE), que de forma solidária, apoiaram os manifestantes e destacaram a insatisfação do segmento para com os rumos que a educação do Maranhão tomou nos últimos tempos.
“Desde o início do ano, a educação está totalmente paralisada no estado. Um abandono total, um descaso. Por isso, a juventude está aqui para dizer que apoiamos este ato a favor da melhoria da qualidade do ensino público”, disse, Henrique Carneiro.
Luta por melhores condições
Para finalizar o movimento, o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro destacou que por todo o tempo que está à frente da direção da entidade, vem lutando por melhores condições de trabalho, por melhor educação e que ainda assim, ainda se vê companheiros que está do lado da governadora.
“A nossa caminhada é para exigir respeito. Ela mente quando diz que a educação está bem no Maranhão”, ressaltou, ao tempo que informou que os trabalhadores estarão em sala de aula no próximo dia 08 – “com exceção daqueles que atuam em escolas de São Luís, por este dia ser comemorado o aniversário de São Luís”.
Ele revela que está sendo construída a agenda para o resto do ano e adiantou que: o SINPROESEMMA está preparando uma paralisação para o próximo dia 16, cujo objetivo é cobrar a aprovação do Estatuto do Educador e o cumprimento do piso salarial nacional no valor de R$ 1.024, que corresponde à jornada de trabalho de 40 horas semanais, garantido pela Lei 11.738/2008.
Júlio Pinheiro disse também que o SINPROESEMMA já prepara a pauta da campanha salarial 2010/2011, onde são destacados os 16 pontos (veja matéria anterior), já discutidos com a categoria.
Texto e fotos: Leocândida Rocha















